quarta-feira, 29 de junho de 2011

Une petit peu de sedução

Caminha no meio de um corredor cheio de gente, passa imponente de modo a captar a atenção. Prende olhares, corroí a cabeça de quem a contempla nos seus jogos misteriosos. Autênticas charadas aprazíveis de fazer morder o lábio enquanto se aperta mais um suspiro de calor. Faz virar o mundo daqueles a que chega e faz com que os não contemplados a procurem e desejem ainda mais. Aumenta exponencialmente o seu sucesso, a sua procura, tornado-se possivelmente numa das fontes mais rentáveis da sobrevivência das relações, de quem fantasia e de quem vive delas.
Sedução, traduz-se por algo completamente irresistível...arrisco-me a dizer que mais de metade das vezes este estereótipo se prende com a impossibilidade de uma consumação, o impossível.
É o desafio que faz com que o ser humano se levante e se arrisque a mais. É o prazer que corre nas veias, os calafrios da adrenalina da tentação de querer chegar mais longe sem deixar de ficar perto...
Que se quebrem tabus sobre as condutas pré-estabelecidas da interligação entre pessoas. Os laços são aleatórios e desprovidos de qualquer conteúdo lógico. Não existe um standard, simplesmente acontece. É como apertar os sapatos, toda a gente os aperta mas não do mesmo modo. Então porquê teimar em fazer tudo como manda a regra?
Porque não suprimir rectidão deixando emergir a sedução...deixar tudo mais em aberto, não traçar nada concreto e avançar num rumo mais certo.
Certo não significa que seja o bem, certo para o ser humano é o que lhe convém.

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